Extensão: 1.400 metros
Bairro: Berger, Alto Bonito,
Bello, São Cristóvão
Lei 20/1967
No ano de 1967, já se
percebiam algumas leis e atitudes tomadas no sentido de organizar a cidade, em
franco crescimento. A lei nº 20/1967 é uma prova disso. Nomeava 67 ruas, em
diversos loteamentos espalhados pela cidade. Destas ruas, agrupadas nos referidos
loteamentos, 9 receberam nomes indígenas, 15 nomes de países, 10 nomes de
estados brasileiros, 7 capitais de estados brasileiros, 24 municípios de Santa
Catarina, além de 2 nomes próprios de destacados cidadãos caçadorenses.
As ruas denominadas por esta
lei que receberam nomes de capitais de estados brasileiros são Aracaju, Belém, Brasília (não
é a capital de um estado, mas confunde-se com o Distrito Federal), Curitiba,
Fortaleza, Natal e Teresina. A rua Fortaleza foi planejada, mas não executada,
neste momento, e só foi existir oficialmente no quadro de ruas de Caçador a
partir do ano de 2001, através da lei 1702/2001.

Brasília
é a capital federal, ocupa uma área de 5.779,999 km², confundindo-se com o
próprio Distrito Federal, que acumula características de município e de estado.
Por lei, não podem haver outros municípios no Distrito Federal, as conhecidas
“cidades-satélite” não são municípios e sim “regiões administrativas”.
Há relatos de que a primeira
marcação de Brasília no mapa do mundo tenha acontecido já na transferência da
capital lusitana de Lisboa para o Brasil em 1808. A partir de 1823, na primeira
Constituinte no Império Brasileiro, com uma proposta feita por José Bonifácio
de Andrada e Silva, defendia-se a mudança da capital para uma região mais
central no país, mostrando as vantagens de se construir a capital em uma das
vertentes do Rio São Francisco. Durante a defesa de sua proposta, ele até
sugeriu o nome da cidade tal qual conhecemos hoje.
Porém, somente partir de 1839
iniciou-se uma reflexão sobre a construção de uma cidade no cerrado do planalto
central. Em 1852, essa questão despertou o interesse do historiador Varnhagen,
que defendeu essa ideia em vários artigos, reunidos em um pequeno bloco de
textos, com o nome "A Questão da Capital
Marítima ou no Interior". Para a sua satisfação pessoal, Varnhagen, em
1877, fez a primeira visita prática ao local, onde definiu o lugar mais
apropriado para a construção da futura capital: um triângulo formado pelas
lagoas Feia, Formosa e Mestre d'Armas. A construção da Capital Federal ficou
consolidada no artigo 3° da Constituição da República de 1891, que estabelecia:
Art. 3º Fica pertencente à União, no Planalto
Central, uma zona de 14 000 km², que será oportunamente demarcada, para nela
estabelecer-se a futura Capital Federal.
Floriano Peixoto, o segundo
presidente da república, pretendendo dar continuidade ao que tinha sido
determinado pelo texto da Constituição, estabeleceu, em 1892, a Comissão
Exploradora do Planalto Central do Brasil que foi chefiada pelo geógrafo Luís
Cruls. Este, após seu retorno, apresentou um relatório, no qual delimitava uma
área retangular, no mesmo ponto definido por Varnhagen, a qual ficou conhecida
como Retângulo Cruls.
Em 1922, uma comissão
do governo federal estabeleceu a localização no cerrado goiano. No dia do
centenário da Independência, o presidente Epitácio Pessoa mandou erigir no
Morro do Centenário, em Planaltina, um obelisco, existente até os dias atuais,
com os seguintes dizeres:
“Sendo
Presidente da República o Exmo. Sr. Dr. Epitácio da Silva Pessôa, em
cumprimento ao disposto no decreto 4494 de 18 de janeiro de 1922, foi aqui
collocada em 7 de setembro de 1922, ao meio-dia, a Pedra Fundamental da Futura
Capital Federal dos Estados Unidos do Brasil”
Em 1955, durante um comício na
cidade de Jataí, Juscelino Kubitschek, que em seus discursos sempre defendia o
respeito à Constituição e às leis, foi perguntado se respeitaria, se eleito, a
Constituição e mudaria a capital federal para o Planalto, de acordo com o que
ela determinava. Juscelino respondeu que cumpriria com o que a Constituição
decretava. Em 1956, após ser eleito para a presidência da República brasileira,
Juscelino Kubitschek mobilizou-se para dar início ao empreendimento. Após um
concurso público que selecionaria o plano-piloto da cidade, uma comissão
julgadora escolheu o projeto urbanístico do arquiteto Lúcio Costa, que foi
aprovado, como lei, por unanimidade na Câmara e no Senado. Com isso, também foi
oficializado o nome Brasília, bem como a escolha do projeto arquitetônico de
Oscar Niemeyer.