Rua Bolívia

Extensão: 270 metros
Bairro: Reunidas
Lei 20/1967


No ano de 1967, já se percebiam algumas leis e atitudes tomadas no sentido de organizar a cidade, em franco crescimento. A lei nº 20/1967 é uma prova disso. Nomeava 67 ruas, em diversos loteamentos espalhados pela cidade. Destas ruas, agrupadas nos referidos loteamentos, 9 receberam nomes indígenas, 15 nomes de países, 10 nomes de estados brasileiros, 7 capitais de estados brasileiros, 24 municípios de Santa Catarina, além de 2 nomes próprios de destacados cidadãos caçadorenses.

As ruas denominadas por esta lei que receberam nomes de países são Alemanha, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Holanda, Itália, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. Destas, a Rua México é descrita como a Rua que “parte da Rua Herculano Coelho de Souza e vai encontrar a Rua Panamá”. Na configuração atual de ruas não existe uma rua que se encaixe nesta descrição ou que não tenha surgido senão muitos anos após a edição desta lei. Tal fato nos faz concluir que a suposta “Rua México”, foi planejada, mas não executada, não existindo no quadro de ruas de Caçador.

O caráter conjunto e agrupado destas ruas nos faz concluir que não objetivava-se nenhuma homenagem específica a um destes países por razões especiais, mas sim uniformização de temas que denominavam ruas em um mesmo loteamento através de nomes que tivessem relação entre si.


A Bolívia é um país sul-americano, que faz fronteira com o Brasil. A área de seu território fez parte do império inca, antes da colonização espanhola, quando passou a ser controlada pelo Vice-Reino no Peru. Declarou independência em 1809, sob a liderança de Simon Bolívar, de quem se origina seu nome. 


Com grandes problemas sociais, a Bolívia tem uma história recheada de confrontos na questão de seus limites. Para o Brasil perdeu a região do Acre, compensada financeiramente. Para o Paraguai a região do Chaco, mas sua principal perda foi para o Chile, na região de Arica e Antofagasta, cidades portuárias, fazendo com que a Bolívia não tenha nenhum acesso ao mar, dificultando em muito suas importações e exportações. Apesar de um acordo permitir à Bolívia o uso do porto de Arica, é evidente que esta situação prejudica em muito o desempenho do país no comércio internacional.

Dona de grandes reservas de gás natural, a Bolívia exporta para o Brasil grandes volumes deste gás, através de gasodutos. No entanto, sua política externa recente, de nacionalização e invasão de propriedades estrangeiras tem piorado seu desempenho econômico, com grandes consequências sociais. É dona também de mais de 50% das reservas mundiais de lítio, essencial na fabricação de produtos eletrônicos, especialmente baterias. A falta de acesso livre ao mar, o narcotráfico e o subdesenvolvimento prejudicam o desempenho deste país no mundo globalizado.