Extensão: 170 metros
Bairro: Gioppo
Lei 20/1967
No ano de 1967, já se
percebiam algumas leis e atitudes tomadas no sentido de organizar a cidade, em
franco crescimento. A lei nº 20/1967 é uma prova disso. Nomeava 67 ruas, em
diversos loteamentos espalhados pela cidade. Destas ruas, agrupadas nos
referidos loteamentos, 9 receberam nomes indígenas, 15 nomes de países, 10
nomes de estados brasileiros, 7 capitais de estados brasileiros, 24 municípios
de Santa Catarina, além de 2 nomes próprios de destacados cidadãos
caçadorenses.
As ruas denominadas por esta
lei que receberam nomes indígenas são Aimoré, Bartira, Guarani, Iara, Iracema,
Jandira, Moema, Tupi e Tupinambá. Destas, as ruas Iara e Iracema foram
renomeadas posteriormente para Júlia Gioppo Carneiro e Emília Gioppo Brasil.
Mbicy (conhecida também por
Bartira, Burtira ou Isabel Dias) foi uma índia, filha do cacique Tibiriçá com a
índia Potira. Habitantes da região onde se fundaria a cidade de São Paulo,
Bartira foi dada em casamento por seu pai, o cacique Tibiriçá ao português João
Ramalho, que chegou ao Brasil por volta de 1510. Não existem registros de como
João Ramalho teria chegado ao Brasil.
João Ramalho e Bartira,
auxiliados pelo cacique Tibiriçá foram os grandes responsáveis por facilitar a
implantação dos jesuítas Manuel da Nóbrega e Leonardo Nunes. Após um sentimento
inicialmente belicoso entre os jesuítas e João Ramalho, formou-se uma parceria
que resultaria nos acordos para a criação do colégio jesuíta que deu origem à
cidade de São Paulo.
Após coabitar por quarenta
anos, Bartira casou, com celebração pelo padre Manuel da Nóbrega com o
português João Ramalho. De Bartira descendem milhões de brasileiros, espalhados
sobretudo pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul,
Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.